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Através de um caminho íntimo, o livro ‘Serenas’ traz o ato poético da liberdade

Comentário de Fernando Andrade a respeito do livro “Serenas”, da autora Daiana Pasquim.

Caminhar é um ato poético. Como andamos, logo, existimos. Mas poetar é um caminho sereno e não secreto, pois a literatura (a poesia) traz correntes e leitores, a paz de espírito. Daiana Pasquim cria versos como cânticos que sopram feito brisa de vento. Afetos: ela traça o religar, a comunhão com a elevação do humor, da serenidade das palavras. Passeios, trilhas, pegadas, versos que conduzem o leitor ao mistério da condução, ao terreno para o etéreo. Há uma falsa noção de fugacidade, porque, das palavras, a poeta simboliza os medos, os receios. Alteridade é alcançar a fantasia pelo amor à palavra. “Serenas”, pé descalço na areia do mar, que puxa e traz de volta: saudades.

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Fernando Andrade, crítico literário.
Autor, entre outros, do livro Obras são fonemas. -
Isabela Daher Marques lança Faces de Mim

A obra revela os sentimentos e os dilemas nos relacionamentos adolescentes

A rio-pretense Isabela Daher Marques, de 14 anos, vai lançar no dia 1º de novembro seu primeiro livro autoral. Editado pela Litteralux, “Faces de Mim” reúne 40 poemas da jovem escritora, que já conquistou prêmios em concursos de poesia e tem textos publicados em coletâneas. O lançamento ocorre das 17h às 20h, na Praça 1 do Riopreto Shopping Center, em São José do Rio Preto.
A estudante do 8º ano, reconhecida no meio acadêmico pelas conquistas alcançadas em olimpíadas de matemática, revela também o dom para combinar palavras e emoções, em uma obra que explora os sentimentos da adolescência.
“Faces de Mim” revela as delicadezas e desilusões do dia a dia, nos relacionamentos com outros indivíduos que vivem os mesmos dilemas. “A obra traz o frescor da juventude e das descobertas em uma explosão de sentimentos, com os quais leitores mais jovens e também os mais experientes podem sempre se identificar”, afirma a jornalista e escritora Mariana Daher, mãe de Isabela.
De acordo com o pai da autora, o jornalista e escritor Raul Marques, a jovem transforma, nessa obra, as dúvidas e as descobertas típicas da adolescência em poemas repletos de sutileza, luz, humanidade e inspiração. “Isabela produz uma poesia que nasce das suas indagações pessoais, mas que, ao mesmo tempo, reflete as dores, as alegrias e as vivências dos jovens de sua geração”, declara.
Isabela cresceu cercada por livros. A habilidade na leitura e escrita fez com que a menina se aventurasse ainda na infância a criar as próprias histórias. As primeiras delas encontram-se guardadas no acervo íntimo da família. Leitora crítica, tem os livros como parte importante da rotina diária.
“Isabela teve sempre gostou muito de ler e tem facilidade para se expressar de diversas formas, incluindo a escrita, que amadureceu junto com a chegada da adolescência”, afirma Mariana Daher.

Segundo Isabela, o apoio dos pais foi sempre fator determinante para que ela conseguisse se dedicar à poesia. “Eles sempre facilitaram meu acesso aos livros, além de me permitirem experimentar variadas formas de arte e maneiras de me expressar. Participamos juntos de bienais e eventos literários e eles sempre me pedem opinião sobre seus trabalhos com literatura”, conta.
Isabela foi destaque, por três anos consecutivos, no concurso literário nacional realizado pela Fundação Cultural Pascoal Andreta, de Minas Gerais, conquistando por duas vezes o primeiro lugar na categoria poesia infantil e, neste ano, o segundo lugar na categoria poesia jovem.
Agora, os leitores poderão conhecer melhor sua poesia, na obra aprovada pela curadoria da editora Litteralux. “Estou muito feliz e realizada”, conta a poetisa.

Clique para acessar a vitrine do livro Lançamento – Faces de Mim
Quando: 1º de novembro, sábado
Horário: 17h às 20h
Onde: Praça de eventos I do Riopreto Shopping Center
Livro será vendido a R$ 50
Contatos para entrevistas:
Mariana Daher (17) 99731-1135
Raul Marques (17) 99621-4648
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“Sobre a impermanência do sol” poetisa a dor da perda durante a Covid


Um breve dia, o poema perdia. O poema despediria e diria: este ano começa a pandemia. Sair na rua, o poema cantaria, só com máscara, por favor. O editor faz canções, o músico edita livros. E nesta toada ainda leio os vivos. Como agora nesta tarde de quinta, faço um sambinha com caixa de fósforo, prestando homenagem ao livro que leio: Sobre a impermanência do sol, de Markus Viny, publicado pela editora Litteralux.

Poemas podem ser círculos sonoros, petardos musicais, misturando o regional com a metrópole. O medo do contato; a palavra presa na garganta. Markus faz, do gesto poético, uma barreira antibomba, antitombo; do sertão, palavras, cantigas, versos, restingas, a morte caatinga. Secura, secura… Se cura dessa covid! Poemas fazem milagres: são milágrimas, para seu pai, sua mãe. Markus faz da palavra um rito de purificação. Sua linguagem alcança alturas líricas, físicas, onde o poema se deita embaixo do sol.

Fernando Andrade, crítico literário.
Autor, entre outros, do livro Obras são fonemas. -
Às vésperas dos 80 anos do genocídio atômico de Hiroshima, romance Bicho-da-seda trata do tema da diáspora japonesa

Trama iniciada na manhã de 6 de agosto de 1945 termina com a fixação de japoneses no sul do Brasil
A partir disso e situado entre os anos de 1945 e 1982, o livro trata da diáspora japonesa no pós-guerra ao contar a história de Emi Watanabe, a última descendente de uma tradicional família dedicada à produção da seda que foge em direção à América do Sul. Após muitas agruras e humilhações durante a travessia oceânica, ela chega à costa chilena, de onde parte rumo ao Paraná, no Brasil, cruzando a zona meridional do continente. No trajeto, junta-se a outros japoneses em fuga para, com eles, formar uma pequena comunidade que dará continuidade à criação do bicho-da-seda a partir de algumas lagartas que trouxe consigo.
A partir do dia 6 de agosto de 1945, com a detonação da primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, evento que determinou a morte instantânea de 80 mil pessoas, o homem, sempre tão angustiado com a perspectiva de sua extinção como indivíduo, passou a ter que conviver com a perspectiva da possibilidade real de sua extinção como espécie. O romance trágico Bicho-da-seda, de autoria do multipremiado autor paulistano Luiz Eduardo de Carvalho e lançado pela Editora Litteralux, principia na manhã desta fatídica data, para contar uma história ligada a um ofício milenar trazido para o Brasil por herdeiros de sericicultores tradicionais japoneses que fugiram de Hiroshima horas antes da explosão.
Em território brasileiro, o destino de Emi redesenha-se e a história prossegue pelas duas próximas gerações, apresentando o processo de superação dos traumas do exílio e a dificuldade de adaptação a uma cultura completamente diferente.
Um livro denso, que aborda em profundidade aspectos psicológicos dos personagens, tanto em suas tendências naturais, quanto nos desvios de suas personalidades, motivadas ou não pelos traumas experimentados. Trata de assuntos delicados como a fobofilia, o estresse pós-traumático e o alcoolismo, bem como dos desvios comportamentais deles derivados.
A marca da tragédia expressa-se pela trajetória do personagem Hirota Higa, um dos poucos sobreviventes do massacre de Okinawa, que se junta a Emi na chegada ao novo mundo e atravessa, com suas débeis tentativas de manter o equilíbrio da pequena comunidade, as histórias de três gerações.
“A Natureza é a senhora dos prodígios. Como em uma imensa orquestra, cada espécie é regida pela partitura de sua carga genética, o que garante o cumprimento de sua determinação biológica de acordo com o desempenho esperado pela existência, mediante o complexo equilíbrio dinâmico do todo. Algumas criaturas, todavia, independem dos elementos condicionantes do meio para enfrentar mudanças, pois contém em si próprias as instruções para atravessarem grandes transformações e experimentarem o mundo sob formas muito distintas. É como se lhes fosse dada múltipla existência em uma única vida. Às margens do Lago Biwa, a família Watanabe vivia, há séculos, dos frutos dessa sabedoria traduzida pelas metamorfoses: criavam bichos-da-seda desde tempos imemoriais e produziam alguns dos fios com a melhor qualidade do arquipélago nipônico. No apagar das luzes da Segunda Grande Guerra, seus últimos descendentes migram para o Brasil, mudança trágica capaz de determinar o fim do longo fio das tradições.”
Segundo o professor, mestre em Literatura Brasileira pela UNB, escritor e ensaísta, Leonardo Almeida Filho, “o que mais nos surpreende nas histórias de Luiz Eduardo de Carvalho é sua versatilidade; sua coragem em abordar com grande talento temas difíceis, polêmicos; sua ousadia de enfrentar universos diegéticos muito distantes de sua realidade imediata, como podemos constatar em seus grandes e premiados textos como “Sessenta e seis elos”, “Xadrez”, “Quadrilha”, “Cabra cega” e, agora, esse surpreendente monumento ficcional que é “Bicho da seda”. Salta aos olhos o tremendo trabalho de pesquisa que consumiu o autor para construir uma pequena parte da história trágica e bela da imigração japonesa durante a grande guerra. Na figura da jovem Emi Watanabe, e seu irmão Takeshi, descendentes de uma linhagem nobre de produtores de seda, o autor vai tecendo, como fora ele próprio um bicho da seda, uma história surpreendente de determinação e coragem. Fugindo de um país arrasado, poucas horas antes da explosão da bomba em Hiroshima, um grupo de jovens japoneses, submete-se a toda sorte de abuso por parte de piratas, espécie de coiotes orientais, que os transporta pelo Pacífico até o Chile e, por terra, até o Brasil, passando por Argentina e Paraguai, numa odisseia sem heróis, deparando-se com uma realidade assustadora, clandestinos nazistas na América do Sul, trabalho escravo, tráfico humano, contrabando. Impressiona a representação realista dessa odisseia, com todas as suas tremendas injustiças e crueldades.
O romance, ao adotar o processo de produção da seda, ao representá-lo com minúcia (o que demonstra sua grande capacidade de pesquisa para o tratamento literário), estabelece uma feliz alegoria da própria existência. Poucas lagartas voam, a maior parte delas sucumbe, nos diz Emi em certa parte do livro. E não é justamente o que acontece com todos nós e que acontecerá com os personagens dessa história? O romance acompanha a saga de três mulheres num mundo de barbárie e crueldade masculina: Emi, Sueda e Yoko. Hirota, um sobrevivente do inferno de Okinawa, torna-se o anjo protetor que, aos poucos, mostrar-se-á monstruoso. Não há espaço para personagens redondos, para perfis róseos e confortáveis. Para Luiz Eduardo de Carvalho, a vida é sempre um desconforto que precisa ser enfrentado. A complexidade psicológica de cada um dos seres ficcionais de “Bicho da seda” é um dos pontos altos da narrativa. Luiz Eduardo mergulha sem receio, e sem qualquer julgamento, nas nuances de cada um de seus personagens, suas fobias, medos, taras, desejos. Por trás da maciez e da beleza da seda, um mundo de asperezas e pequenas tragédias vai compondo o painel dessa grande história. Trata-se de um excelente romance, sem sombra de dúvidas, o que ratifica o autor como um dos grandes criadores contemporâneos brasileiros”, completa Leonardo Almeida Filho na sua apresentação do romance.
Serviço:
“Bicho-da-seda”, romance; p. 222; 14×21 cm – Editora Litteralux
R$ 50,00
(https://www.editoralitteralux.com.br/catalogo-titulo/bicho-da-seda)

Luiz Eduardo de Carvalho foi professor, publicitário e assessor de imprensa, jornalista e gestor cultural nos âmbitos público, particular e do terceiro setor. Dedica-se exclusivamente à produção literária desde 2015, já recebeu mais de cem prêmios literários e publicou: O Teatro Delirante, Retalhos de Sampa, Sessenta e Seis Elos, Frasebook, Xadrez, Quadrilha, Evoé, 22!, O Pirata Grilheta e os Dragões do Mar, Um Conto de Réis (e de Rainhas), Crônicas do Ofício, Curtas-metragens, Cabra Cega, Q Absurdo!, Multiversos, Mãos de Deus – Biografia do Padre Júlio Lancellotti, Os Primeiros Músicos e Os Inquilinos.
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Obra premiada, “O Negrou secou” aborda problemas sociais e ambientais

Novo livro de Sandra Godinho mergulha nas cicatrizes da Amazônia e na luta pela sobrevivência
A premiada autora Sandra Godinho, conhecida por suas obras que capturam as profundezas da alma humana e a realidade amazônica, lança seu mais novo livro, uma obra impactante que revela as múltiplas camadas da devastação social e ambiental na região. No cerne da trama está a dolorosa trajetória de Luara, uma mulher que, após ser violentada pelo próprio pai, dá à luz ao ‘Filho do Boto’ e tenta sobreviver em um cenário arrasado pelas drásticas mudanças climáticas, pela seca, pela extrema exploração humana e pela miséria.
O conjunto de histórias se passa em uma Amazônia brutalizada pela exploração e negligência, onde os moradores ribeirinhos, assim como a própria floresta, enfrentam os efeitos de séculos de descaso. Luara, em meio à escassez e à desesperança, acaba entregando seu filho a Jovelina, uma cafetina local. A partir desse momento, a narrativa se desenrola em torno das relações que se formam entre mãe, filho e outros personagens, cada um simbolizando as mazelas e as batalhas enfrentadas por aqueles que vivem à margem de uma sociedade que os ignora.
O livro, que provoca uma profunda reflexão sobre a devastação ambiental e social, apresenta trechos potentes, como o que descreve a paisagem após os desmatamentos e queimadas, quando até os urubus da região são cobiçados por grandes cidades estrangeiras que enfrentam crises próprias.
Na orelha, a autora Marta cortezão nos alerta: “No caos dos beiradões de uma Amazônia negligenciada, entre mercúrio-plástico-agrotóxico, semeiam-se catástrofes para um futuro próximo. E ficar de bubuia, acovardar-se ou indignar-se é sentença de morte”.
Além de um poderoso chamado à ação, a coletânea traz um fio de esperança ao leitor, lembrando que, mesmo nas situações mais adversas, ainda há espaço para a reflexão, a luta e a superação.
Com uma carreira marcada por prêmios literários importantes, Sandra Godinho mais uma vez confirma seu papel de destaque no cenário literário brasileiro, abordando questões urgentes e universais. Sua escrita, rica em simbolismos e emoções, oferece um retrato fiel da Amazônia contemporânea, mostrando como suas feridas ambientais e humanas se entrelaçam.

SOBRE A AUTORA
Sandra Godinho nasceu em São Paulo em 1960, mas vive há 21 anos em Manaus, onde construiu uma sólida carreira literária. Mestre em Letras, já publicou 11 livros e recebeu prêmios: a Menção Honrosa no Casa de Las Américas, o Prêmio Cidade de Manaus, o 1º Prêmio Carolina de Jesus (2023), sendo finalista no Prêmio São Paulo de Literatura (2021) e Leya (2121/2022).

SERVIÇO:
Título: “O negro secou”, ficção (Menção Honrosa “Prêmio Manaus de Literatura 2024”).
Autor: Sandra Godinho
Publicação: 2024
Tamanho: 14×21
Páginas: 150
Preço: R$ 48,00
Link para compra: https://www.editoralitteralux.com.br/loja/o-negro-secou
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Crônicas de botequim: histórias para ler sorrindo

O cenário: Rio de Janeiro do samba e dos encontros entre amigos ou ainda dentro da sua casa, nas mais bizarras situações que qualquer um de nós poderia ter passado.
O livro do Carlos “Mumu” Oliveira (apelido dado em homenagem à semelhança tanto no humor, simpatia e carisma, mas principalmente pela veia artística do Mumu da Mangueira), já aclamado antes mesmo do lançamento, nasce a partir de suas publicações nas redes sociais. Por lá ele já faz sorrir os amigos, entre eles a escritora e historiadora Rita Alves, que percebeu o fio narrativo, a capacidade criativa de Mumu e o incentivou a publicar. Mas não só. Marcio Perrotta, procurado por Rita, foi um dos incentivadores desse talento de Mumu: transformar as cenas cotidianas em histórias hilárias.
Assim, o projeto foi abraçado pela Editora Litteralux, e sai com belas apresentações, entre elas a do arquiteto, publicitário e cineasta Duto Sperry; a capa foi criada pela premiada designer Helena Tavares.
Nascido e criado no morro da Mangueira, Mumu é um apaixonado pelo samba, pela família, pelos amigos e por boas histórias. Dono de uma verve que nos encanta, pois a singeleza dos relatos se emaranha com a complexidade do que é viver nas comunidades do nosso Brasil.
O local de lançamento não poderia ser outro: o Alfa Bar e Cultura, localizado no Boulevard Olímpico, endereço em que acontecem aulas sobre samba, africanidades e cultura do Brasil, sob regência do historiador Luiz Antonio Simas, detentor de precisos saberes sobre ancestralidade.
Reverenciar a singeleza e profundidade do que somos, levar ao público a possibilidade do riso é o maior legado do livro de Mumu.
Sobre o autor:Carlos Oliveira: Nascido e criado, até o início da adolescência, no Morro de Mangueira, onde tem familiares. Mumu mudou-se para outra comunidade, a Cidade de Deus, onde viveu a fase adulta e vive até hoje. É gerente de supermercado e é um dos diretores do Grupo Torcida Nação Verde e Rosa.
Serviço:
Lançamento: 13 de outubro de 2024 a partir das 13 horas
Local: Alfa Bar e Cultura, Rua do Mercado, 34.
Tarde de autógrafos e roda de samba com Paulinho Bandolim, projeto Enredo do Meu Samba.
Contatos: Léo Rangel (RJ) 21 98852-8139 | Rita Alves (SP) 11 99966 1683

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Letras & A Morte, livro de estreia de Nina Oliva, será lançado no dia 19 de julho, em Piracicaba

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No dia 19 de julho, a Biblioteca Pública de Piracicaba será palco para o lançamento do livro “Letras & A Morte”, romance de estreia da autora Nina Oliva.

A trama, que explora as complexidades das relações humanas e as sombras do passado, desenrola-se em torno de Luiza, uma artista talentosa, e Francisca, sua irmã. Luiza é acusada de assassinar um magnata dos negócios, Klaus Weber, o que mergulha Francisca em uma jornada de descoberta e dor. A narrativa alterna entre memórias do passado e eventos presentes, revelando segredos familiares, dilemas éticos e a busca pela verdade. Em meio a este turbilhão, a livraria “Letras & Lembranças” serve como um cenário simbólico onde a literatura e a realidade se entrelaçam, trazendo à tona temas de redenção, culpa e amor fraternal.
O livro promete cativar os leitores com uma história cheia de mistérios, emoções e revelações surpreendentes. Uma leitura indispensável para os amantes da literatura contemporânea e aqueles que apreciam histórias bem construídas e repletas de nuances emocionais.
O lançamento acontecerá na Biblioteca Pública de Piracicaba (Rua Saldanha Marinho, 333 – Centro), no próximo dia 19 de julho às 19h. Os exemplares estarão disponíveis para compra durante o evento.
Sobre a autora

Regina Oliveira, também conhecida como Nina Oliva, é natural de Bagé, RS, mas construiu sua vida em São Paulo, na correria da capital, onde formou-se em Letras, trabalhou em grandes empresas e criou filhos incríveis. Mudou-se para Piracicaba há cerca de um ano, onde se dedica às Letras e a reverenciar o rio que atravessa a cidade a poucas quadras de onde mora. Fã de Clarice Lispector, Virginia Woolf, Donna Tartt e Socorro Acioli, a autora afirma buscar na liberdade destas escritoras e dessa natureza a inspiração para contar histórias.“Letras & A Morte” é seu livro de estreia.
Sinopse: “Letras & A Morte” é uma obra que se destaca pela sua leveza e sutileza narrativa. Combinando elementos de biografia e romance de espionagem, o enredo gira em torno de um intrigante assassinato em um escritório de arquitetura exclusivo em São Paulo contemporânea. Os personagens, longe de serem estereotipados, são complexos e envolventes, mantendo o leitor tão intrigado quanto os espectadores de uma novela famosa sem resposta para seu mistério central. Se você procura por uma leitura cativante, este livro certamente irá satisfazer suas expectativas.
Link para a compra do livro:
https://www.editoralitteralux.com.br/catalogo-titulo/letras-a-morte
Lançamento – Letras & A Morte – Editora Litteralux, 207 páginas
(À venda no local do lançamento)
Biblioteca Pública de Piracicaba
Rua Saldanha Marinho, 333 – Centro
Data: 19/07/24
Hora: 19h00
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Breve entrevista com o poeta Giovani Miguez – por Fernando Andrade

Fernando Andrade: A sonoridade e os signos decifráveis do poema. Comente a respeito.
G. M.: A minha poética funde sonoridade e significado, criando uma experiência estética que vai além da abstração. A musicalidade dos versos, com suas rimas e ritmos, quando existente, ecoa a melodia do cotidiano, aproximando a poesia da vida real. Mas esta sonoridade não é minha prioridade. Talvez como Nicanor Parra, o que faço seja uma antipoesia, um antilirismo. Vez ou outra o lirismo me pega, mas não é meu ethos natural. Essa fusão entre som e sentido, entre o canto e a linguagem, penso, permite ao poeta expressar a beleza e a complexidade da experiência humana de forma acessível e tocante. A sonoridade reforça o significado das palavras, criando uma experiência sensorial completa para o leitor. Qualquer poeta veste-se da palavra e da eufonia nela contida, mas só os grandes poetas – e creio deva ser essa a meta – fundem-se com a poesia que os atravessa.

Livro de poesia do autor Giovani Miguez (Penalux, 2024) Como se dá a relação entre forma e conteúdo em sua poesia?
A minha poesia reflete a criação através do prosaico e do cotidiano. A forma dos poemas, muitas vezes concisa e direta, espelha a simplicidade da vida diária. O conteúdo, por sua vez, extrai beleza e significado dos momentos comuns,buscando transformar o ordinário em extraordinário. Essa relação entre forma e conteúdo cria uma poesia, penso, autêntica e acessível que expressa minha voz e que ressoa como eu vejo a experiência humana.
O que mais os leitores encontram em seus poemas?
Busco explorar a tensão entre espaço e liberdade. O espaço físico, muitas vezes limitado e fechado, contrasta com a liberdade do voo e do canto, que necessitam de espaço aberto para se manifestarem. O som, como um elemento que se propaga no espaço, transcende as barreiras físicas e se torna um símbolo de liberdade e expressão. A minha poesia utiliza o som e a imagem desse voo para evocar a liberdade e a transcendência da experiência humana. Na minha poética, apesar das limitações impostas pela antipoesia que me habita, busco sempre verter a permanente sangria que me limita para expressar um eu lírico incapaz de abraçar toda a poesia do mundo. A poesia é esse algo inefável, incontível e inalcançável que o poeta só é capaz de tocar de forma imperfeita e sempre muito limitada.
A solidão é uma excelente fonte de inspiração para o poeta. Superado esse momento criativo e solitário, vem a necessidade de comunicação?
Na minha poesia, manifesto a solidão do poeta como um estado necessário para a criação, mas reconheço e não descarto a importância da comunicação e da conexão com o leitor. A palavra, como forma de comunicação, me permite, enquanto poeta, compartilhar experiências e emoções, criando um espaço de encontro e identificação com o leitor. O ato poético, portanto, não é apenas um ato de expressão individual, mas também um ato de comunicação e conexão humana. Não obstante, o poeta não deve ter como missão a comunicação, mas a pura expressão de seu eu lírico; pois, desde as minhas primeiras investidas na escrita poética tenho consciência de que, como poeta, escrevo apenas poemas; a poesia escreve a si mesma.
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Clique na capa para acessar a vitrine do livro Giovani Miguez é escritor, poeta, filosofante e caminhante. De Volta Redonda, RJ, atualmente vive na capital fluminense. Autor de dez livros, entre eles: Na escuridão da travessia, poesia – 2 vols. (Selin Trovoar, 2022), Poesofias, entalhos e alguns retalhos (Opera Editorial, 2023) e Garrafas ao mar (Editora Minimalismos, 2023). Eufonia, euforias e agonias é seu 11º livro; o primeiro pela Penalux.
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Entrevista com o escritor Mário Baggio – por Fernando Andrade

Fernando Andrade: A precisão de sua escrita para sondar temas como solidão, morte, perdas, aproxima o leitor de uma imersão completa dos temas. Como desenvolver estas possibilidades ficcionais?
M. B.: Acredito que esses temas são universais e estão, de uma forma ou de outra, presentes na literatura de todo escritor ou escritora. São temas inerentes à vida humana. Qualquer ser vivente pensa na morte, que é a única certeza que ele tem. A literatura, seja na prosa ou na poesia, é a arte de contar histórias sobre pessoas e as relações com seus semelhantes e com as coisas do mundo. É quase automático, quando se fala de pessoas, mencionar solidão, abandono, perdas, laços afetivos que se fazem ou se desfazem, enfim, falar de relações. Porque as pessoas se fazem por meio de suas relações. “A vida é uma palavra muito curta”, assim como meus outros livros de contos, surgiu com esse tipo de visão de mundo.

Livro de contos “A vida é uma palavra muito curta” (Editora Penalux, 2024) Depurar a ação dramática seria um expediente oportuno para evitar certo desperdício, ainda mais num gênero tão conciso como o conto. Explane seu método de trabalho.
Para produzir um livro de contos, eu parto de um tema geral. Um tema-máster, que dará o norte das narrativas que farão parte do volume. A partir da definição desse tema-máster, eu começo a escrever as histórias, que podem se relacionar diretamente com ele ou apenas tangenciá-lo. De alguma forma, o tema escolhido estará presente em todas as narrativas. Isso contribui para dar certa unidade ao livro. Procuro utilizar o formato livre de escrita, isto é, no mesmo volume o leitor pode encontrar um texto experimental, um de formato mais realista, uma narrativa mais longa, outra mais curta, uma com toques de realismo mágico, outra mergulhada no nonsense etc. Gosto dessa variedade, penso que isso traz riqueza à coletânea. Eu persigo a concisão, a síntese. Acredito no “usar menos palavras pra dizer mais”. E às vezes até nem dizer, mas apenas sugerir. Gosto também dos finais abertos, deixando que o leitor conclua a história da forma que ele preferir. “A vida é uma palavra muito curta” é um livro cheio de histórias assim.
Os personagens logo entram dentro de certa confusão ontológica do ser, do estar. Não estão paralisados por fobias ficcionais. Nos fale desses personagens.
Gosto de pensar que abordo meus personagens num momento crítico de sua existência. Meus contos não apresentam descrições detalhadas da vida pregressa dos personagens, porque isso não interessa ao desenvolvimento da história. Quero flagrá-los num instante de fragilidade e observar suas reações. “Um elo a mais” e “João Cirilo analisa as probabilidades”, contos presentes em “A vida é uma palavra muito curta”, são exemplos típicos desses instantes de fragilidade.
Queria que você falasse um pouco do título que foi extremamente feliz em criar nuances de significados para seu livro. Fale desta opção.
“A vida é uma palavra muito curta” é uma coletânea de contos sobre o tempo. Não o tempo do relógio, aquele que nos obriga a correr para cumprir compromissos, mas também sobre ele, em certa medida. O foco principal, no entanto, é sobre os momentos em que tomamos rapidamente uma decisão, sem intuir, de imediato, que consequências iremos sofrer lá na frente. Ou, por outro lado, os momentos em que nada fazemos, por medo ou omissão, sofrendo, da mesma forma, as consequências dessa inércia. O conjunto de contos é dividido em 3 partes: “A eternidade do instante” (quando a vida nos presenteia – ou nos amaldiçoa – com aqueles segundos que passam como as faíscas de um palito de fósforo ou, ao contrário, com aqueles instantes que parecem eternos; nos dois modos, somos instados a tomar decisões e sofrer as consequências que, sempre, são inevitáveis), “O tempo em tempo de estio” (quando o tempo parece parar e nos proporcionar instantes de contemplação e reflexão; aqui, os textos ganham uma vestimenta de prosa poética) e “O futuro foi muito pior” (aqui estão elas, as consequências do que foi feito lá atrás).
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Clique na capa para acessar a vitrine do livro Mário Baggio é jornalista e escritor. Nasceu em Ribeirão Claro-PR. Mora em São Paulo-SP. Tem 5 livros de contos publicados: “A (extra)ordinária vida real” (2016), “A mãe e o filho da mãe (2017), “Espantos para uso diário” (2019), “Verás que tudo é mentira” (2020) e “Antes de cair o pano” (2022). Publicou contos em várias revistas eletrônicas (Germina, Gueto, Crônicas Cariocas, entre outras). Participou da “Antologia Ruínas” (2020), “Tanto mar entre nós: diásporas” (2021) e Antologia de Contos da União Brasileira de Escritores (2021 e 2023).
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A leveza poética em A inevitável fraqueza da carne, de Wilson Gorj

Por Alexandra Vieira de Almeida*
Para Italo Calvino, a leveza é uma das características importantes que permeiam a obra literária e, por meio disso, Wilson Gorj, em seu romance de estreia, encanta os seus leitores com algo que não é indigesto, insalubre ou extremamente pesado. O teórico italiano descreve tal qualidade em Seis propostas para o próximo milênio, entendendo o tema crucial da leveza para o terceiro milênio e cita o poeta Paul Valéry para exemplificar essa temática tão necessária para os tempos atuais: “É preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma”.
O livro de Wilson Gorj, A inevitável fraqueza da carne, utiliza metáforas para falar das paixões humanas, como o animal jaguatirica que teima em querer destroçar as galinhas da chácara que o protagonista Carlos ganha como herança do pai que faleceu. Carlos é casado com Luísa há quatro anos, que vislumbra grandes possibilidades nessa herança para o casamento deles, embora não seja assim dessa forma, o que frustra os sonhos dela. O personagem principal se vê às voltas com seus desejos e paixões, como a traição, pois se encanta pela filha do caseiro, seu Romildo. O nome dela é Maya, cuja grande beleza atrai Carlos perdidamente. No entanto, seus impulsos são marcados, por vezes, pela contenção ao pensar no passado de seu pai que traiu sua mãe, causando um rompimento dele com o pai na infância. O animal que percorre a narrativa, como está apresentado na capa do livro, é uma imagem do lado selvagem, implícito no início da narração e, ao longo do livro, se solta levemente na relação entre ele e Maya. Esse nome não é gratuito, pois, na religião hinduísta e no budismo, maya é ilusão.
Carlos vê Maya com um livro de Milan Kundera, A insustentável leveza do ser, e para se aproximar da moça decide procurar em sua casa, na cidade, fora do campo, onde mora com a esposa, o seu exemplar, para criar conversa sobre a obra. O livro existencialista e filosófico trata do tema erotismo por meio de uma linguagem mais difícil, desafiando o leitor, já em A inevitável fraqueza da carne, o tema é tratado de forma antropofágica como no bom modernismo, deglutida por Wilson Gorj, num tom mais ameno e psicológico, sem pretensões mais complexas. Nem todo livro tem de ter uma grande complexidade para ser bom, mas pode ser uma obra com uma boa história bem contada, com temas que sejam trabalhados com certa densidade, sem ir a muito adensamento. Isso o escritor aqui faz muito bem com certa propensão a ir às zonas subterrâneas, escrevendo sobre traição, paixões, desejos, medos, morte, doença, entre outros, de maneira aprofundada e psicologicamente trabalhada, pois há questionamentos do narrador e do personagem, cujas vozes, em certos momentos, se confundem, principalmente na segunda parte da narração. Nessa segunda parte, de forma rica e ambígua, o narrador muda na primeira parte da terceira pessoa para a primeira pessoa. Uma história bem contada vale mais que mil palavras, às vezes, de intensa filosofia, porém não bem urdida, o que não é o caso de Milan Kundera, escritor de grande estirpe literária, que serve como homenagem no romance de Gorj, tanto é assim que o título deste é uma referência àquele. As histórias bem contadas se perderam muito, como escreveu o ensaísta Walter Benjamin no seu texto “O narrador”, elogiando muito o escritor russo Leskov, que sabia narrar excelentes histórias.
Citemos a passagem do animal selvagem que aparece ao longo do romance de Wilson Gorj:
“Os cães do caseiro, na casa ao lado, latiam sem parar. No galinheiro, as aves também pareciam alvoroçadas. Ele apontou a lanterna naquela direção e teve um sobressalto: a luz devolveu dois olhos vermelhos olhando fixos para ele. […] Os dois, homem e felino, ficaram se mirando por um tempo […] Como nas ocasiões anteriores, o facho da lanterna tinha o efeito de inibir seus movimentos, deixando-a sem ação imediata: as patas dianteiras já tocavam o grosso galho que se projetava sobre o muro. Ela virou a cabeça um pouco para trás […] e, saltando sobre o galho, avançou para dentro da árvore engolida pela escuridão.”
Os elementos eróticos ainda estão escondidos na escuridão, as paixões são mais contidas, depois, avançam com maior liberdade. No encontro erótico entre Maya e Carlos, no riacho, surge um animal, um carcará, que é apontado por ela antes de se banharem. O animal é o símbolo selvagem do desejo reprimido, que, no texto citado, permanecia ainda na escuridão. Os animais comparecem em vários momentos da narrativa representando o lado animalizante do humano, seus impulsos, tensões e pulsões, como a boa psicologia freudiana explicaria e que aqui tem sua representação mais simbólica. Há sonhos em que aparecem metamorfoses animalizantes da personagem, revelando, assim, a mescla dos sonhos e devaneios com a realidade e vice-versa. Como na interpretação dos sonhos de Freud, os sonhos na obra explicam muitas coisas inacabadas na história vertiginosa de Gorj. E a poesia é o elemento atenuante e romântico para sublimar esses desejos mais plenos e selvagens do humano. Em vários momentos do romance, Wilson mescla a prosa e a poesia, dando leveza aos contornos mais subterrâneos da história.
A mãe de Carlos, internada num asilo por conta do Mal de Alzheimer, merece atenção do filho, que demostra pena por ela e aversão ao pai pela traição. Há, contudo, um conflito, ele, por ironia do destino, é pego na mesma dimensão viciosa do pai. Por vezes, o personagem se lembra do pai e da mãe e, por vezes, dá asas à liberdade do desejo sem questionar, só agir. A ação, sem se deter em pensamentos internos, o faz adentrar na paixão desmedida. E a mãe de Maya parece ser a voz da reprovação à que a filha não dá atenção, pois se vê como adulta e plena de sua própria independência nos seus 23 anos. Carlos, um contador, se vê com problemas de entendimento com a esposa Luísa. Ele guarda um segredo que deseja revelar à esposa, os leitores saberão quando lerem o romance genial de Wilson, que me captou e me absorveu logo de início, com sua mistura entre o biográfico e o ficcional, a tal da tão criticada autoficção que não deve ser desprezada, pois, se tramada com a qualidade literária de Gorj, não pode ser duramente deixada de lado.
O tema da autoficção em Gorj é desenvolvido antes e depois da trama. No miolo de seu livro, temos a história contada. No início e no fim, Gorj, magistralmente, faz um jogo literário fascinante, colocando antes da história, um prólogo e, depois, um epílogo, tratando do tema da autoficcionalidade. E no meio, uma história ricamente contada, cujo autor é Carlos, formado em Ciências Contábeis, enquanto tem um amigo que o ajudará a revisar o seu livro, formado em Letras. No prólogo, Carlos e seu amigo se encontram num bar para discutir e, no epílogo, só temos o amigo das Letras relatando como se desenvolveu a escrita do texto literário, tendo, assim, uma mistura entre metaficção e ficção densamente construída, sem as complexidades filosóficas kunderianas, mantendo, porém, a qualidade literária. Os críticos não têm motivos para tal alarde com relação a essa forma de narrativa.
Com relação à mistura entre prosa e poesia, para exemplificar seu lado poético, neste estudo sobre a obra inventiva e plural de Wilson Gorj, cito um trecho em que a poesia erótica, na descrição de Carlos com relação a Maya, deixa um quê de beleza imagética a imantar o texto de originalidade:
“Ela deu outro mergulho muito próximo a ele. O bumbum aflorou à superfície por um instante, duas ilhas que logo afundaram submersas. Sobre suas ondulações, um olhar perdido, à deriva, como um náufrago. Carlos parecia hipnotizado.”
Na segunda parte do romance, é a primeira voz que fala, é Carlos o narrador, porque a narrativa vai se concentrar num amontoado de tensões a partir de uma carta que ele recebe de uma personagem que não me cabe relatar aqui para não se perder a surpresa. O final do texto literário de Wilson Gorj é inusitado, algo inesperado que dá à sua obra um caráter de literariedade muito grande, pois é no nocaute que o livro se faz, e Gorj soube nos nocautear no arremate fatal de seu romance. O brilhantismo de seu livro, realmente, me comoveu e comoverá os seus leitores. Uma salva de palmas para o primeiro romance de Wilson Gorj, que espero que não seja o único, mas o início de uma série de livros, que nos impacte de forma criativa e ímpar como o fez A inevitável fraqueza da carne.
Alexandra Vieira de Almeida – escritora e doutora em Literatura Comparada (UERJ)













