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  • Pulando a cerca – resenha*

    Pulando a cerca – resenha*

    Uma das ousadias mais provocativas da literatura contemporânea é pular a cerca que separa ficção de realidade, misturando técnicas narrativas que envolvem a autoficção, o relato documental e o depoimento em primeira pessoa. Ora carrega traços autobiográficos, outras vezes é disfarçada por um narrador onisciente, e não raro a trama é exposta para o leitor em cartas anônimas, testamentos, gravações ou até uma conversa no bar.
    É preciso muita perícia para manejar todos esses recursos sem parecer um pastiche de obras famosas. Há vários autores consagrados que se valem destes artifícios, e até o Nobel premiou em 2022 a francesa Annie Ernaux, cuja obra é marcada pela autoficção.

    Annie Ernaux

    Ou seja, ninguém está sendo transgressor praticando um gênero que vem se tornando uma marca consagrada deste século. De Marguerite Duras a Lobo Antunes, de Cristóvão Tezza a Ricardo Lísias ou Rita Carelli, cada vez mais a vida dos autores se confunde com suas obras, não esquecendo de deixar semiaberta a porteira da ficção.

    António Lobo Antunes

    E é aí que mora a grande dificuldade: ser criativo num campo cada vez mais congestionado. Às vezes a saída é buscar uma linguagem original, embora também este seja um caminho espinhoso. Um bom argumento é meio caminho andado, e já vai longe o tempo em que os teóricos do nouveau roman apostavam as fichas numa história sem começo ou final. Na era do pós-tudo, todas as cartas estão na mesa, e o jogo literário pode lançar mão de qualquer recurso, até os consagrados.

    Romance de estreia do autor

    O recém lançado romance de Wilson Gorj, “A Inevitável Fraqueza da Carne” (Penalux, 2023), brinca – a sério – com este pular-a-cerca entre gêneros. Um pequeno prólogo revela dois amigos no bar, e um deles está escrevendo um romance “com fortes traços autobiográficos”. Logo entramos na parte 1, narrado em terceira pessoa. Uma história linear, enxuta e bem resolvida, que vai direto ao ponto: um homem recebe a notícia da morte do pai ausente, com quem nunca manteve qualquer contato. A mãe, que sempre o isolou e protegeu, está terminando seus dias num asilo, com Alzheimer. O pai deixou uma chácara com herança, e ele vai conhecer o imóvel, no interior de São Paulo. Seu casamento de quatro anos vive um momento de instabilidade, com a mulher querendo ter um filho. A viagem propicia novas relações, com o caseiro e sua família, mulher e filha, a segunda mulher do pai, que ele nunca conheceu pessoalmente, e até uma jaguatirica que tenta várias vezes roubar uma galinha do seu quintal. É a inevitável fraqueza da carne que, no caso dos seres humanos, se entende como a tentação ao pecado carnal.
    A trama é realista e despojada de julgamentos, à medida em que vai ganhando contornos rocambolescos. Antes que se pareça enredo de novela global, uma surpresa: após 114 páginas, surge uma segunda parte narrada em primeira pessoa, dando uma guinada estilística e assumindo um tom confessional. Mal nos refazemos do pulo-da-cerca e, 30 páginas depois surge um espantoso epílogo (ou “um posfácio com feitio de epílogo”) que embaralha tudo e nos remete novamente ao prólogo, pois é narrado por um editor.

    O autor

    É tudo verdade? É tudo mentira? Wilson Gorj, editor na vida real, autor de engenhosos minicontos (Histórias para Ninar Dragões, 2012), estreia na narrativa longa (mas não muito, são pouco mais de 150 páginas) mostrando que tem muita garrafa pra vender. Sua escrita é fácil, aparentemente simples, mas embute armadilhas que nos encantam quando são habilmente reveladas.

    Milan Kundera

    O único autor citado no enredo – e tem um papel importante na trama! – é Milan Kundera, e duas partes do livro tem epígrafes do autor tcheco. Fica evidente que o título “A inevitável fraqueza da carne” é uma apropriação antropofágica de “A insustentável leveza do ser”. Sem querer se comparar, Gorj se apoia nos ombros do gigante para criar uma obra muito original, que certamente dará um nó na cabeça de seus leitores.

    * Daniel Brazil, escritor

  • Theo G. Alves faz apanhado das miudezas da vida em ‘Inventário de tão pouco’

    Theo G. Alves faz apanhado das miudezas da vida em ‘Inventário de tão pouco’

    Em seu novo livro, o oitavo em 14 anos, o escritor potiguar continua exercitando a maneira de dizer as coisas que lhe compõem. Obra está em pré-venda com o autor.

    Poesia como espólio. Em “Inventário de tão pouco”, seu novo livro — o oitavo de uma carreira literária que soma 14 anos —, o escritor potiguar Theo G. Alves, 42, tenta fazer um apanhado das coisas que parecem menores na urgência da vida cotidiana. Nessa miuçalha a que em geral o mundo é indiferente, estão os tais grandes temas da humanidade: o tempo, o amor, perdas, caminhos, cidades.

    “Tudo o que compõe a pequena herança do que escrevo está nele. Continuo exercitando a maneira de dizer as coisas que me compõem. Então, de alguma forma, este inventário é algo que está dentro e fora de mim simultaneamente. É como recebo, transformo e devolvo ao mundo o que me toca”, diz Theo Alves, que nesse exercício de dizer as coisas que o compõem acaba por se ver diante de uma versão mais jovem de si mesmo, estreando como escritor com o livro “Pequeno manual prático de coisas inúteis”, também de poemas, publicado em 2009.

    “De certa maneira, o manual e o inventário realizam uma espécie de encontro. Na verdade, meu primeiro livro representa a primeira vez em que consegui organizar o que escrevo para tentar entender os meus processos de relacionamento comigo mesmo e com o mundo. Acho que continuo tentando entender esses processos e espero nunca terminar de fazer isso, afinal nós mudamos o tempo todo e parar de tentar traduzir esse processo significa parar de lidar com o mundo. Para mim, o inventário marca um passo importante nessa compreensão, já que me parece um livro bonito. Oferecer algo bonito, mesmo que às vezes seja cruel, me parece um gesto de esperança pela vida.”

    Theo começou a escrever os poemas do novo livro três ou quatro anos atrás, mas não os datou — ele sempre evita datar o que escreve — para não sentir a angústia que é ter de transformar tudo em alguma coisa porque o tempo está passando. “O ritmo absurdo da vida também foi me ensinando a cortar caminhos para um livro. O primeiro processo é sempre o de olhar para as coisas sem tentar entendê-las, mas as sentir. Isso se confunde muito com o que é viver”, diz.

    Questionado se o título “Inventário de tão pouco” seria uma forma irônica de refletir sobre a poesia e a arte em geral, vistas como coisas desimportantes diante do pragmatismo da vida, Theo responde à provocação como o escritor profundamente sensível que é: “Dizer que a arte não tem importância me parece muito duro. Não acho que ela, em especial a Literatura, tenha utilidade prática. Ainda bem. Nem tudo na vida precisa servir para trocar um pneu, erguer uma parede ou mapear as pessoas através de algoritmos. A razão de ser da poesia é a própria poesia e isso é naturalmente grandioso. Eu adoro ver, sentir e pensar essas coisas de pouca utilidade, desde besouros até Deus, passando pela vida, pela própria poesia.”

    “Inventário de tão pouco” sai pela editora Penalux, de Guaratinguetá-SP, com orelha assinada por D.B. Frattini, escritor e especialista em Fundamentos Estruturais da Composição Artística; prefácio de Nélio Silzantov, escritor, crítico literário e professor; e quarta capa de Mar Becker, escritora e poeta. É a primeira obra de Theo Alves publicada pela editora paulista, depois de algum tempo de paquera. “Alguns projetos quase saíram por lá, mas só agora unimos as penas. Enviei os originais para os editores, que receberam o livro com muito carinho e cuidado. Isso é fundamental para um escritor que está construindo um espaço, mesmo já estando há tanto tempo escrevendo livros”, comenta Theo.

    Em seu texto para a orelha do “Inventário”, D.B. Frattini destaca que “o poeta consegue estampar folhas delicadas de manjericão no meio de nossa caminhada apocalíptica”, e em certo trecho lhe diz: “Theo, seus poemas não são tristes, não são apenas lágrimas e sombras. Seu ‘Inventário’ nasceu clássico e celebra as perdas e os ganhos de nossas trajetórias sempre erráticas e efêmeras. Theo, quem lê sua poesia não precisa temer a crença. O autor deixa o leitor pensar em Deus e sangrar com Ele.”

    TRECHO (poema do livro):

    sob o pó

    sobre os dias
    uma camada de poeira
    tão densa
    que mal se pode ver o
    presente

    sob o pó
    todos os móveis parecem
    fantasmas
    cansados demais
    para irem embora

    SOBRE O AUTOR

    Theo G. Alves nasceu em 1980, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, mas cresceu em Currais Novos e hoje mora em Santa Cruz, ambas cidades do interior do estado. Além de escritor, é servidor público e professor de língua portuguesa e literatura brasileira.

    Coleciona algumas premiações em concursos literários de prosa e também de poesia, entre as quais se destaca a conquista do Prêmio Nacional de Contos Ignácio de Loyola Brandão 2017, com o conto “Por que não enterramos o cão?”. Publicou os livros “Pequeno manual prático de coisas inúteis” (poesia, 2009), “A Máquina de acessar os dias (poesia, 2015), “Doce azedo amaro (poesia, 2018), “Por que não enterramos o cão? (contos, 2021), “A cartomante que adivinha o presente” (crônicas, 2021), “Caderno de anotações breves e memórias tardias” (poesia, 2021) e “Barreiro das Almas” (romance, 2022).

     

    SERVIÇO

    “Inventário de tão pouco” (poesia) está em pré-venda inicialmente com o autor, a R$ 42 reais, mais despesas de envio; e em breve estará disponível também no site da Penalux: http://www.editorapenalux.com.br/loja

    Contato com Theo Alves pelas redes sociais dele (@theo.g.alves) ou pelo e-mail prof.theoalves@gmail.com

    Telefone/Wpp para mais informações: 84 99892 7822

  • As muitas formas de uma Maria existir: conheça o livro de estreia de Iara Sydenstricker, lançamento da editora Penalux

    As muitas formas de uma Maria existir: conheça o livro de estreia de Iara Sydenstricker, lançamento da editora Penalux

     “Marias de Pedra e Mel”, livro de contos de Iara Sydenstricker, apresenta uma escrita contundente ao retratar personagens femininas em busca de libertação

    “(…) A autora aponta a dureza e a violência que recaem sobre as mulheres num mundo misógino, machista e que não oferece segurança nem garantias para nós, principalmente as das classes menos abastadas. As Marias protagonizadas não estão presas à imagem cristã das santas. Nomeadas de uma forma sagrada, são guerreiras. O olhar da narradora é uma ferramenta de ruptura, de tentativa de mudança do contexto de injustiça social.(…)” | Ninfa Parreiras (professora, escritora e psicanalista), na orelha do livro

    Quando criança, Iara se fascinou diante da beleza de um copo de vidro ensaboado e lavado por ela mesma na pia da cozinha. O momento pueril lançou a menina numa espécie de iluminação e ali ela intuiu que queria ser empregada doméstica quando crescesse. Ao compartilhar a ideia com os adultos ao redor foi desautorizada a seguir com o plano, taxado de esquisito pelos familiares. O desconforto do episódio, carregado de simbolismo, atravessa décadas, alia-se a outros sentimentos e vivências, e transborda na escrita de Iara Sydenstricker (@iarasydescritora) no arrebatador Marias de Pedra e Mel, publicado pela editora Penalux. Com 72 páginas, o livro de contos marca a estreia da autora para o grande público.

    Marias de Pedra e Mel é formado por nove contos ficcionais, curtos e enxutos. Em cada um destaca-se uma mulher, uma Maria que dá nome ao capítulo. O livro inicia com Maria da Penha e encerra com Maria de Jesus. Cada conto desenvolve uma história única, com início, meio e fim. As tramas revelam violências físicas e simbólicas, abandono, opressão e autoritarismo, mas também a força, sonhos e desejos dessas mulheres. A maternidade e a religiosidade também estão presentes na obra.

    “Relaciono a santidade das Marias católicas ao desprezo dado às Marias reais. São, porém, todas Marias, santas e profanas, a carregarem, cada uma, um terço que pode até se desfazer no caminho, mas que jamais as tornará pecadoras devido a esse rompimento. Ao contrário, mesmo desfeitos, seus terços continuam atados às suas mãos. A fé tem mil faces e a força dessas mulheres é prova disso”, declara a escritora.

    É preciso ressaltar que essas Marias habitam um mesmo universo, o cotidiano de mulheres relegadas a segundo plano. Iara, ao contrário, lhes dá protagonismo, concede palco para essas personagens desfiarem suas trajetórias e tecerem novos arranjos narrativos. Em alguma das Marias do livro as leitoras (e também os leitores)  poderão encontrar sua própria Maria.

    A obra também tem mérito pela qualidade da escrita: a composição das narrativas apresenta um repertório textual amplo e diverso, com criação de metáforas originais que colaboram para a estruturação das cenas e fluidez da trama. A sofisticação da escrita sustenta o desenrolar das histórias, contadas em poucas páginas. Cada conto reúne num breve espaço a apresentação da personagem, a problemática, e o desfecho. A costura dos enredos, com caminhos inesperados, e seus desenvolvimentos meteóricos, quebram a expectativa do leitor do início ao fim do livro.

    Iara admite a preferência pela escrita mais concisa. “Gosto de textos secos, quase áridos, mas que possam comover e levar o leitor, de alguma forma, a se tocar, a viver emoções próprias e alheias (das personagens). Quando alcanço esse objetivo, me apaziguo”, confessa.

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    Espírito do tempo: Marias e a inversão do protagonismo na narrativa contemporânea

    Marias de Pedra e Mel é singular em sua composição e escrita, ao mesmo tempo em que dialoga com obras contemporâneas. Livros de escritores como Itamar Vieira Junior, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo e Eliane Alves Cruz também inverteram os pólos de interesse e trouxeram a periferia para o centro, concedendo a personagens e histórias invisibilizadas desde sempre a ribalta do palco principal.

    “Estava a escrever um livro sobre mulheres sofridas que, mesmo assim, seriam capazes de reescrever seus destinos, ainda que pela via do encantamento. Essas Marias encontraram uma forma de revidar, de vingar, de dar o troco e de evidenciar suas recusas à opressão”, afirma a autora.

    Seria impossível dissociar a escrita de Iara dos autores citados, e de tantos outros, como Eliane Brum, Marcelino Freire, Marina Colasanti, Octavia Butler, Toni Morrison, Ana Maria Gonçalves e Lygia Bojunga, que a escritora cita como influências diretas em sua obra.

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    Um passeio em qualquer livraria hoje evidencia o quanto essas obras e autores ocupam cada vez mais espaço nas estantes, e não somente isso, os livros são debatidos em grupos de leitura, escolas, universidades e espaços de literatura, arte e cultura, além de estarem em destaque na mídia, em jornais, revistas, programas de rádio e tvs, e canais especializados nas redes sociais. O tema fervilha e as Marias criadas por Iara também integram esse movimento.

    Arquiteta, roteirista, escritora : o cotidiano produz inspiração

    A autroa Iara Sydenstricker

    Iara Sydenstricker nasceu em São Paulo, morou 27 anos no Rio de Janeiro e vive na Bahia há duas décadas. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sendo também mestre em  Planejamento Urbana e Regional por meio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente é professora na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, na Cidade de Santo Amaro, a 80 km de Salvador. No entanto, sua experiência profissional é extensa e envolve, além da atuação como docente, trabalhos como arquiteta, roteirista e escritora.

    Nos anos 90, Iara conviveu, profissionalmente, com realidades desoladoras em favelas e áreas de risco do Rio de Janeiro. Na Bahia, como professora, vivenciou de perto o cotidiano duro e excludente de pessoas que buscam através da universidade um lugar social mais digno e justo. Essa multiplicidade de funções e experiências estão no cerne da composição das personagens criadas para Marias de Pedra e Mel.

    O processo de escrita do livro começou com o conto Maria do Socorro. “Era uma mulher ficcional mas muito próxima de algumas que conheci. Escrevi e reescrevi a história muitas vezes e em dado momento me dei conta de que havia outras Marias a pedir existência. Era preciso colocá-las no papel”, confidencia a autora. O passo seguinte, depois da obra pronta, foi compartilhar a escrita com amigas e amigos próximos, a quem ela faz referência nos agradecimentos. O processo seguiu com a escolha da Editora Penalux para publicar Marias de Pedra e Mel.

    Agora a missão da autora é dar asas para a obra pousar em outros territórios. O gesto emblemático vai costurar dois momentos da vida da escritora: o dia em que a menina foi tolhida por manifestar seu desejo de ser empregada doméstica e a estreia do livro em que a Iara, agora adulta, escreve para dignificar as vozes femininas abafadas por tempo demais.

    Confira um trecho do livro:

     “Quando menina, estupraram sua inocência, sua voz, seu desejo. Cedo entendeu que virgindade é privilégio e que a sua lhe fora negada desde o nascimento. Ficou estéril, mais um motivo para que dela abusassem sem consequências.

    Enterrou sonhos à mesma medida que seu corpo foi socado pelo uso diário do pilão e pelas pauladas que recebia. Silenciada pela máscara de ferro sobre a boca, aprendeu a não falar.

    Capinou, ensacou, plantou. Lavou, torceu, engomou e passou vestes que jamais usaria. Aferventou o caldo da cana a lhe respingar durante décadas os braços e o rosto espremido pelo horror a que foi exposta. Ainda assim, guiou-se pela crença de que em algum lugar haveria almas como a sua.

    Amou o homem que a ela ofertou a única carícia que conheceu. Ele a ensinou a esperançar a morte antes de ser assassinado no tronco. Durante anos, Maria dedicou-se a preparar sua própria cova ao lado da morada do amante. Plantou flores ao redor. Eram as duas mais lindas casas do paraíso, diziam-lhe os mortos, testemunhas dos uivos de dor que ela emitia aos finais das tardes de domingo diante do jazigo.

    Forte, dura, resistente, logrou viver muito tempo. Depois, virou montanha.(…)”

    Compre o livro via Editora Penalux:

    https://www.editorapenalux.com.br/catalogo-titulo/marias-de-pedra-e-mel

    Fonte: com.tato – curadoria de comunicação | Assessoria de imprensa da escritora Iara Sydenstricker | Jornalistas responsáveis: Karoline Lopes e Marcela Güther | Contato para atendimento: marcela@comtato.co ou (47) 9.9712-5394 (Whatsapp)

  • Lançamento do livro “Marias de pedra e mel”

    Lançamento do livro “Marias de pedra e mel”

    No começo de abril, dia 04, no Rio de Janeiro, teremos o lançamento do livro “Marias de pedra e mel”, coletânea de contos da autora Iara Sydenstricker. Quem estiver por perto não perca a oportunidade.

    Mais informações no flyer abaixo.

  • Autores da Penalux são destaque em Genebra

    Autores da Penalux são destaque em Genebra

    Desde 2016, a Helvetia Editions, editora suiço-brasileira, realiza o prêmio Talentos Helvéticos Brasileiros. A entrega é feita na cidade de Genebra, na Suíça. Considerado um evento literário de grande representatividade no país e também na Europa, o evento recebe cerca de 100 mil visitantes. A missão do prêmio é trazer a público obras que se destacaram no cenário cultural do Brasil e da Suíça, além de promover um intercâmbio cultural e reconhecer autores independentes.

    A autora Leidiane Holmedal recebendo a premiação

    Na VII edição do Prêmio, dois autores da Penalux obtiveram destaque: Leidiane Holmedal (@ledasbueno), autora do livro “As 79 luas de Júpiter (obra escrita em parceria com a autora Lucila Eliazar Neves ), e Raphael Magalhães Hoed (@raphaelhoed), autor do romance “Caverna dos Anjos”.

    Raphael Magalhães Hoed, um dos premiados do evento, autografando seu livro

    A escolha das obras indicadas pelo corpo de jurados baseou-se em cinco critérios: originalidade, ineditismo, desenvolvimento, criatividade e linguagem utilizada.

    Parabéns aos dois autores.

    A equipe da Penalux agradece por terem levado o nome do nosso país e também da editora a um lugar de destaque fora de nossas fronteiras.

  • Uma ótica sobre o Brasil de 2021

    Uma ótica sobre o Brasil de 2021

    Autora residente em Paris lança livro de poemas que revisitam duros momentos e promovem a redescoberta de um país revisto

    Mazé Torquato Chotil é uma autora brasileira que reside em Paris há muitos anos. Em sua trajetória como escritora conta com 12 publicações. Neste ano, eis que uma nova obra vem se somar às demais. Trata-se do livro “Jornal de bordo: Brasil de 2021”, cujo lançamento deve acontecer em abril, quando a autora regressa ao país para reencontrar amigos, familiares e leitores.

    A obra em questão é marcada pela intensidade de um olhar expatriado, um desfilar de versos que relembram o leitor de todos os horrores e dificuldades do segundo ano de pandemia, mas também lançam nova luz sobre a nossa brasilidade, uma releitura da realidade brasileira por quem tem a chance de olhar o país de fora.

    “Uma das propostas do meu livro”, diz a autora, “é essa de ver o Brasil após a pandemia. Uma viagem de redescoberta do país dois anos depois da minha última estadia”.

    Mazé expõe por meio de sua poesia vários sentimentos, escreve sobre seus encontros e redescobertas diante do país onde nasceu e cresceu. “Eu vejo um Brasil múltiplo”, ela continua, “com seus pontos positivos e negativos. Um país visto por olhos ‘novos’, com suas contradições e possibilidades”, finaliza.

    No texto de orelha, o escritor Rafael Belo assim apresenta o livro: “Olhar o olhar de Mazé é assistir um filme real. Ao vivo de tudo que passamos sem passar panos ou amenizar.  […] Neste reflexos e reflexões, as partidas ainda doem […] Saber da morte, ouvir a morte e o restante, tudo de longe, distante para evitar o contágio, parece, ainda hoje, fazer o oposto. […] É neste encontro diário que somos abordados a bordo e bordados no ponto mais extremo dos lugares, deixando que cada um de nós sinta frio. Frio na barriga, na pele da decisão… Nada vai esquentar se não deixarmos o sol entrar em ação diante da nossa paralisia, é hora da terapia, sentar e sair desta orelha de livro para entrar de vez neste Jornal de bordo.”

    O livro é mais um lançamento da Penalux e já está disponível em pré-venda no site da editora.

    SERVIÇO

    “Jornal de Bordo: Brasil de 2021”, poesia (2023) – Mazé Torquato Chotil. R$ 42.

    Link para compra:
    https://www.editorapenalux.com.br/loja/jornal-de-bordo

    SOBRE A AUTORA

    Mazé Torquato Chotil é jornalista e escritora, nascida em Glória de Dourados-MS morou em Osasco-SP por mais de 10 anos e vive em Paris desde 1985, onde desenvolve atividades culturais. Doutora em ciências da informação e da comunicação (Paris VIII) e pós-doutora (EHESS). Tem 12 livros publicados (cinco em francês), dentre esses, destacam-se “Na sombra do ipê”; “Nascentes vivas para os povos Guarani, Kaiowá e Terena”; “Na rota de traficantes de obras de arte”; “Maria D’Apparecida: negroluminosa voz”; “José Ibrahim: O líder da grande greve que afrontou a ditadura”; “Lembranças do sítio” e “Lembranças da Vila”.

  • Penalux completa 10 anos e objetiva ultrapassar 1500 títulos publicados em 2023 com chamada aberta de originais

    Penalux completa 10 anos e objetiva ultrapassar 1500 títulos publicados em 2023 com chamada aberta de originais

    Atuando fortemente com autores nacionais, editora abre chamada para originais a serem publicados em 2023; a editora está perto de fechar este ano com 150 obras publicadas

    [Assessoria: com.tato]

    Consolidando sua atuação no cenário independente do mercado editorial, a editora Penalux completa 10 anos no mercado com o objetivo de ultrapassar, em 2023, 1500 títulos publicados. Até o final de 2022, a ideia é atingir 150 obras publicadas no ano. Para isso, uma chamada de originais foi aberta pela casa editorial, que se diferencia tanto pelo atendimento direto entre editores e autores quanto pela divulgação, em boa parte por conta de suas redes sociais, que somam mais de 300 mil seguidores.

     

    Maria Valéria Rezende [foto: Edson Matos]

    TRAJETÓRIA

    A Penalux surgiu em 2012 com a proposta inicial de investir em novos autores nacionais. Nesta trajetória, a editora conquistou uma excelente performance nos principais prêmios literários do país, como o Oceanos e o Jabuti —  por quatro anos seguidos (2018, 2019, 2020, 2021) contou com títulos seus entre os semifinalistas e finalistas. Entre os nomes publicados pela casa, estão a escritora Maria Valéria Rezende, dos poetas Antonio Carlos Secchin e Antonio Ciero, e do escritor Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos.

    Autores estreantes aos mais experientes compõem a história da Penalux, tocada pelos editores e escritores Tonho França e Wilson Gorj. Seu catálogo é considerado um dos mais promissores e respeitados no cenário independente do mercado editorial. Entre os principais títulos que saíram ainda em 2022, estão os livros de poemas “Maví”, do imortal da Associação Brasileira de Letras Marco Lucchesi; “Vozes de mulher – Embates e contrastes”, de Marília Marcucci, obra selecionada pelo Edital ProAc/SP de 2022;  e “Tubos de ensaio”, do poeta Igor Fagundes, vencedor do Prêmio Ferreira Gullar 2022 promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE) do Rio de Janeiro.

    NACIONAIS E EM ESTRANGEIROS

    Entre os títulos nacionais em destaque na história da Penalux,”A face serena”, coletânea de contos da escritora premiada Maria Valéria Rezende (livro finalista do Prêmio Jabuti 2018), “Embaixo das unhas”, do escritor Vitor Camargo de Melo (obra vencedora do International Latino Book Awards de 2022 como Melhor Livro de Ficção), e “Apenas por nós choramos”, coletânea poética da autora Anna Mariano (vencedor, em 2020, dos três principais prêmios da região Sul: Açorianos, Ages e Minuano).

    “Embaixo das unhas”, romance premiado

    A Penalux também publicou títulos de vencedores do prêmio Cidade de Manaus (como “Tocaia do Norte”, romance da escritora Sandra Godinho; “Alguma certeza”, do poeta Nathan Sousa, e  “Zona de sombra”, do contista Daniel Amorim), além de ter seus títulos figurando como vencedores dos prêmios literários promovidos pela UBE/RJ.

    “O grande deus Pã”, clássico de Arthur Machen

    Desde 2015 a editora investe também na tradução e publicação de clássicos desconhecidos (ou esquecidos) do público brasileiro — como os romances “Os papéis de Aspern”, de Henry James, “O grande deus Pã”, de Arthur Machen, e “Ethan Frome”, romance de Edith Warthon, “Mil Mortes”, coletânea de contos de Jack London, e “O mar não está mais”, coletânea do poeta croata Drago Štambuk  —, bem como na publicação de literatura estrangeira contemporânea, como o livro de contos “O homem que plantava aves”, do angola Gociante Patissa, e os livros de poesia “Remorsos para um cordeiro branco”, da cubana Reina María Rodríguez, e “A alma dança em seu berço”, do dinamarquês Niels Hav.

    A HORA E A VEZ DA PUBLICAÇÃO

    A editora está com chamada aberta para envio de originais, com preferência a romances, crônicas, poesia e contos. As obras selecionadas serão publicadas ainda no primeiro semestre de 2023. Originalidade, inventividade, propriedade e certo domínio sobre a arte de escrever são os principais critérios de avaliação para a avaliação dos originais. O contato para envio é via e-mail (originais@editorapenalux.com.br e penaluxeditora@gmail.com). Em resposta, a editora mandará um documento explicando seu modelo de publicação.  O prazo de envio termina em dezembro de 2022.

    OS SELOS

    A editora possui cinco selos: o Lustre, dedicado a trabalho acadêmicos relacionados à literatura (biografia de autores, ensaios, pesquisas, teses, etc); o Castiçal, dedicado a trabalhos ficcionais em prosa: contos, crônicas, romance; o Microlux, voltado para micronarrativas; o Candeeiro, dedicado à poesia; o Lampejos, para autores estreantes e livros de autores em formação; e o Auroras, voltado exclusivamente a mulheres e comandado pela escritora e editora Dani Costa Russo.

    Selo dedicado exclusivamente à publicação de mulheres

  • Vidas entrelaçadas por uma camiseta

    Vidas entrelaçadas por uma camiseta

    Você já parou para pensar que uma simples camiseta pode circular pela vida de diversas pessoas, por obra do acaso ou por meio de pequenos gestos, e unir suas histórias particulares, sonhos, dificuldades e frustrações? Pois bem, esse é o fio condutor do lírico e poético livro Vidas entrelaçadas, de Raul Marques.

    Editada pela Penalux, a obra tem apresentação do escritor e crítico literário Sérgio Tavares (Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2010), texto de quarta capa de Mailson Furtado (Vencedor de dois prêmios Jabuti em 2018) e ilustrações de Isabela Sancho (ilustradora, escritora e psicanalista).

    “Intenso, fascinante e sensível, Vidas entrelaçadas irá envolver o leitor e conduzi-lo por personalidades e narrativas brasileiras”, afirmam seus editores, Wilson Gorj e Tonho França. “Um livro que fascina ao mesmo tempo que instiga um pensamento crítico, dotado de uma inventividade e rigor técnico reservados somente aos escritores que têm o controle pleno de sua arte”, escreveu Tavares.

    “Raul Marques entrelaça vidas em crônicas mergulhadas em trivialidades a rasurarem o cotidiano”, escreve Mailson Furtado.  “Vidas tão pouco vistas, guardadas nas entrelinhas dos dias, tão distantes e tão próximas de todos(as) nós. Em inscrições em carne viva, Raul destila poesia numa voz prosaica em versos lotados de sutilezas, simultaneamente abraçando e sendo alheio às extra e infraordinariedades desse contemporâneo fluído e em embaço que nos traduz, através de rascunhos biográficos de/em não dizeres, moldando vias de uma cartografia de um hoje-sempre”.

    APRESENTAÇÃO | Sérgio Tavares

    “Mundo mundo vasto mundo/ se eu me chamasse Carlos/ não seria uma rima, seria uma inspiração”, parece nos provocar Raul Marques nestas vidas entrelaçadas que evocam a quadrilha de Drummond. Tal qual nos versos do poeta itabirense, em que João amava Tereza que amava Raimundo, o engenho poético se constitui de um concêntrico movimento através do qual a associação das partes conecta a multiplicidade na unidade. São como peças de um puzzle volúvel que trazem as histórias de Maria, Ana, Antônio e Francisco, entre outros personagens de um cotidiano de durezas, num encaixe de situações e componentes líricos, narrativos e dramáticos, variando de tom conforme as características do relato, numa aliança conduzida por um elemento-chave. Trata-se da articulação criativa da sintaxe e da forma, na qual as experiências variadas da natureza humana operam para descortinar existências divergentes ou contrastantes que conduzem a ressonância dos fatos na alma, capturando retratos aparentemente aleatórios, mas que oferecem uma lógica interna, uma coerência no conjunto. Cabe então, ao leitor prestes a adentrar essas páginas, encontrar os pontos de convergência no trilho sinuoso das vivências dessas pessoas comuns que repercutem seus mundos internos pelas tensões do ambiente social. Um livro que fascina ao mesmo tempo que instiga um pensamento crítico, dotado de uma inventividade e rigor técnico reservados somente aos escritores que têm o controle pleno de sua arte.

    LANÇAMENTO

    A obra vai ser lançada no dia 26 de novembro, na Casa das Flores, das 9h às 11h. O espaço fica na Rua Dr. Raul Silva, 122, Vila Redentora, São José do Rio Preto.

    SERVIÇO

    “Vidas entrelaçadas”, poesia – Raul Marques (Penalux, 2022); 92 p.; R$44.

    Onde comprar: www.editorapenalux.com.br/loja/vidas-entrelacadas

    Disponível também pela Amazon.

    O AUTOR

     Raul Marques nasceu em São Paulo, na primavera de 1980, e vive com a família em São José do Rio Preto (SP). É jornalista e escritor. Autor de biografias, textos poéticos, obras empresariais e histórias infantojuvenis, área com maior número de publicações, como o livro O caminho da escola (Aletria, 2021). Visitou o Haiti para produzir uma reportagem e escreve sobre refúgio, deslocamento e mudança forçada. É pai da Isabela e do João Pedro.

    Contatos:

    @raulmarquesescritor | www.raulmarqueescritor.com.br

    raul.marques@yahoo.com.br

    17 99621-4648

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